Apontamentos

De van Gogh a Henri Matisse, até aos expoentes do histórico movimento 'avant-garde', e a Ernest Hemingway, todos usaram 'moleskine'. Muitos esboços e apontamentos foram rabiscados neste pequeno caderno de capas negras antes de se transformarem em quadros famosos e livros amados.

Henry Matisse (1869-1954), um dos mais importantes pintores Franceses do século XX.
Ernest Hemingway (1899-1961), considerado o escritor mais influente do último século.
André Breton (1896-1966), poeta francês, ensaísta, critico e editor, promotor e um dos fundadores do movimento Surrealista, tem um moleskine guardado na biblioteca de Paul Eluard.
Pablo Picasso (1881-1973), conhecido como um dos maiores pintores do seu século, passou o inicio da idade adulta em Paris onde conviveu com poetas e pintores igualmente talentosos. Picasso contribuiu de forma valorosa para a arte, do cubismo ao surrealismo.
Bruce Chatwin (1940-1989), escritor de viagens que tornou os cadernos moleskine de bolso famosos. Abastecia-se sempre antes de partir em viagem. Tinha o ritual de numerar as páginas, escrever o nome e pelo menos dois endereços com a promessa de recompensa no caso de os perder. É sua a famosa frase “Perder o passaporte é a última das minhas preocupações, perder o moleskine é uma catástrofe.”

 

LUIS SEPÚLVEDA

     escritor [Ovalle, Chile, 1949]

 

  

 

 

Foi de “pequenos cadernos de capa negra” que Sepúlveda retirou os textos que compõem o livro “Moleskine, notas e reflexões” (em Portugal “Uma História Suja”, das Edições Asa). “[O Moleskine] é um pequeno caderno com capa negra que levo comigo para todo o lado, no qual escrevo os meus anseios, os meus pensamentos, dúvidas e questões do dia-a-dia. E também pequenos artigos, capítulos de romances, receitas, declarações de intenção e compromissos de que geralmente me esqueço. Numa breve cerimónia de adeus antes de iniciar um novo, releio o que escrevi e percebo que não perdi a capacidade de assombro. Relê-lo é como que um rebobinar da minha vida e vê-la, fugazmente, fotograma a fotograma.” Perfeitamente imbuídas do “espírito e filosofia Moleskine”, as palavras do escritor chileno ajudam a perceber por que o lendário caderno de notas preto se torna parte da vida de quem o usa, ganhando a aura de objecto de culto contemporâneo.

VICENTE VAN GOGH

      pintor [Holanda, 1853-1890]

 

Os sete cadernos de esboço de Vincent van Gogh, preservados no museu em Amesterdão com o nome do pintor, estão hoje acessíveis a qualquer visitante. As páginas estão meticulosamente reproduzidas em fac-símile, revelando com extraordinário pormenor as diferentes fases dos seus desenhos – a maioria dos quais nunca publicada. Numa fascinante viagem de descoberta, podemos seguir o de-senvolvimento de algumas das grandes pinturas de van Gogh desde a sua génese até à conclusão da obra. A respeito destes apontamentos, van Gogh disse: “O meu caderno de desenhos testemunha como eu procuro registar as coisas no momento em que elas se produzem”.

CLÁUDIA CLEMENTE

      arquitecta e escritora [Porto, 1970]

 

Cabem em três ou quatro páginas do caderno Moleskine que anda sempre com ela. É ali que numa espécie de caligrafia em fuga, Cláudia Clemente, arquitecta e escritora, deixa a primeira versão das suas histórias. Escrita rápida, sem muitos “rodriguinhos”, nem grandes adjectivações. Mesmo que queira, é-lhe difícil ir mais além. Grande parte dos contos que Cláudia Clemente reuniu em “O Caderno Negro”, publicado em 2003 pela editora Tinta Permanente, foram escritos durante os três meses em que percorreu a Índia. Num bloco, onde as prosas se misturavam com poemas alheios e outros vestígios de viagem.

                                                     Moleskine   |   Distribuído em Portugal por Arquivo   |   arquivo@movicortes.pt

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